Aplicação de Tecnologia na Análise de Riscos Estruturais na Mineração

A análise de riscos estruturais na mineração é essencial para garantir segurança operacional, continuidade das operações e proteção ambiental.

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A análise de riscos estruturais na mineração é essencial para garantir segurança operacional, continuidade das operações e proteção ambiental. O setor mineral convive diariamente com riscos de diferentes naturezas, sendo alguns amplamente conhecidos, como riscos ocupacionais ligados às atividades rotineiras, que recebem grande atenção por meio de treinamentos, procedimentos e controles operacionais.

Entretanto, existem riscos menos frequentes, porém com potencial de consequências extremamente elevadas, especialmente associados às estruturas presentes na atividade mineral, como transportadores, prédios de processo, silos, tanques, torres e outras unidades críticas.

Esses eventos raros podem impactar vidas, meio ambiente, reputação e continuidade operacional, sendo frequentemente subestimados devido à ausência recente de falhas ou eventos críticos.

Importância da Gestão de Integridade Estrutural na Mineração

A gestão de integridade estrutural é uma ferramenta fundamental para manter níveis adequados de segurança e controle de riscos em ativos industriais. Quando associada à avaliação quantitativa de risco e ao uso de novas tecnologias, permite reduzir significativamente os níveis de risco e otimizar o direcionamento de recursos.

Essa abordagem possibilita uma gestão mais eficiente do ciclo de vida das estruturas, garantindo maior confiabilidade operacional e redução de impactos associados a falhas estruturais.

Fundamentos da Análise de Risco Estrutural

De acordo com a norma ISO 2394, risco pode ser definido como a influência da incerteza sobre os objetivos, sendo quantificado pela combinação entre a probabilidade de ocorrência de um evento e suas consequências.

Estruturas corretamente dimensionadas apresentam probabilidade de falha muito baixa, uma vez que as consequências de falhas estruturais são geralmente severas. Normas como a Eurocode 1990 estabelecem probabilidades alvo de falha para diferentes classes de estruturas, considerando seu impacto potencial.

Entretanto, esses valores assumem estruturas sem degradação. Para manter níveis aceitáveis de confiabilidade ao longo do tempo, seria necessária uma manutenção preventiva perfeita, o que não ocorre na prática operacional.

Método Tradicional de Gestão de Integridade Estrutural

Historicamente, a verificação da integridade estrutural é realizada por meio do método semiprobabilístico, baseado na comparação entre a resistência calculada da estrutura e as solicitações atuantes, ambas ajustadas por fatores de segurança.

Quando os valores se equivalem, a estrutura apresenta índice de utilização igual a 100%. Contudo, perdas de resistência decorrentes de degradação, corrosão ou aumento de carregamentos podem elevar esse índice, indicando não conformidade estrutural.

Limitações do Método Semiprobabilístico

Apesar de amplamente utilizado, o método tradicional apresenta limitações relevantes para a gestão moderna de ativos industriais. Entre elas, destaca-se a transição abrupta entre condições aprovadas e reprovadas, a ausência de avaliação da probabilidade real de falha e a falta de indicação de prioridade ou urgência de intervenção.

Além disso, o método não considera a evolução da degradação ao longo do tempo nem permite a comparação direta de riscos entre diferentes estruturas, caracterizando uma abordagem predominantemente normativa que não representa integralmente o comportamento real dos ativos em operação.

Aplicação de Tecnologias na Gestão de Riscos Estruturais

A incorporação de tecnologias modernas tem transformado a gestão da integridade estrutural na mineração. Essas soluções ampliam a capacidade de coleta, processamento e análise de dados, permitindo decisões mais assertivas e alinhadas a uma abordagem quantitativa de risco.

Sistemas Digitais de Inspeção Estrutural

Plataformas digitais de inspeção permitem padronizar procedimentos, centralizar registros e reduzir a subjetividade das avaliações em campo. Com dados estruturados e rastreáveis, torna-se possível acompanhar a evolução de não conformidades, comparar ativos e gerar indicadores para priorização de intervenções.

Monitoramento Contínuo com Structural Health Monitoring (SHM)

O monitoramento contínuo por meio de sensores instalados em pontos estratégicos permite acompanhar parâmetros críticos das estruturas em tempo real. Embora não substitua inspeções visuais, o SHM aumenta significativamente a capacidade de detectar comportamentos anômalos e danos em evolução.

Essa tecnologia melhora a probabilidade de detecção de falhas e permite otimizar intervalos de inspeção, aumentando a eficiência da gestão de integridade estrutural.

Modelagem e Análise Estrutural Avançada

A modelagem computacional e a análise por elementos finitos permitem avaliar o comportamento real das estruturas considerando danos existentes, condições operacionais atuais e cenários futuros.

Essas ferramentas possibilitam compreender o impacto de degradações específicas sobre a confiabilidade estrutural e fornecem suporte técnico mais robusto para decisões de engenharia.

Integração de Dados e Avaliação Quantitativa de Risco

A integração entre dados de inspeção, monitoramento e análises estruturais permite a implementação de um modelo de gestão verdadeiramente orientado ao risco. Nesse contexto, decisões deixam de ser baseadas apenas em conformidade normativa e passam a considerar probabilidade de falha, consequências e custo-benefício das intervenções.

Esse modelo permite priorizar recursos, justificar investimentos e reduzir incertezas ao longo do ciclo de vida dos ativos industriais.

Tecnologia Aplicada à Gestão de Ativos Industriais

A adoção de tecnologias avançadas permite que a gestão de integridade estrutural evolua de um modelo reativo para uma abordagem orientada ao risco. Ao combinar dados confiáveis, análises estruturais robustas e métodos quantitativos, as empresas reduzem incertezas, priorizam investimentos e aumentam a segurança operacional.

A HRD atua na convergência entre engenharia, tecnologia e gestão, oferecendo metodologias modernas, ferramentas digitais e soluções integradas para análise de riscos estruturais. Seu compromisso é apoiar organizações na tomada de decisões mais precisas e eficientes ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos.

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